O lançamento foi feito durante programação do Tarrafa Cultural: Encontro de Pontos e Pontões do Baixo Amazonas
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Na manhã desta quarta-feira (29), o Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) lançou a Cartilha Prática sobre Pontos de Cultura, com o objetivo de orientar, informar e fortalecer iniciativas culturais de base comunitária. O lançamento ocorreu durante a programação do Tarrafa Cultural: Encontro de Pontos e Pontões do Baixo Amazonas, que reúne mais de 80 iniciativas culturais da região de integração do Baixo Amazonas, em Santarém.
A cartilha foi produzida para servir como um instrumento de apoio aos fazedores e fazedoras de cultura, reunindo informações essenciais sobre o que são os Pontos de Cultura, como funcionam e de que forma podem se organizar para acessar a Política Nacional Cultura Viva. O conteúdo apresenta, de maneira acessível, orientações sobre gestão de iniciativas culturais, atuação em rede, preservação de saberes tradicionais e promoção de ações contínuas nos territórios.
Além de contextualizar a política pública, o material reforça que os Pontos de Cultura são agentes fundamentais na valorização das identidades culturais, atuando diretamente nas comunidades por meio de oficinas, eventos, formações e ações de inclusão social, além de evidenciar o papel dos Pontões de Cultura, que atuam na articulação, formação e fortalecimento de redes, conectando iniciativas e ampliando o alcance das ações culturais.
“Esta Cartilha explica, de forma simples e direta, o que são pontos de Cultura, como funcionam e qual sua importância dentro da Política Nacional Cultura Viva, do Ministério da Cultura. O material é destinado a agentes culturais, coletivos, gestores e à comunidade em geral. Esperamos que ela se torne uma referência sobre esse tema tão essencial para nossos fazedores e fazedoras de cultura”, destacou Fábio Barbosa, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural.
Outro destaque da publicação é o passo a passo para que coletivos, grupos e entidades possam buscar reconhecimento como Ponto de Cultura. A cartilha orienta desde a organização das atividades culturais e reunião de registros até o acesso a editais e o cadastro na Plataforma Cultura Viva, ferramenta do Ministério da Cultura que integra as iniciativas à rede nacional.
“A produção é um instrumento muito importante pensado pelo Conselho, porque materializa e esclarece dúvidas sobre os processos de criação e também sobre os direitos e deveres de um Ponto de Cultura. É mais uma iniciativa dos nossos fazedores e fazedoras de cultura. A cartilha é inédita e será distribuída em Santarém, assim como já foi levada a outros municípios do Baixo Amazonas”, destacou Priscila Castro, secretária municipal de Cultura.
As orientações reunidas no material são consideradas fundamentais porque contribuem para desmistificar o acesso à Política Cultura Viva, oferecendo caminhos práticos para que coletivos e iniciativas culturais se organizem, comprovem sua atuação e possam buscar reconhecimento institucional, ampliando suas possibilidades de atuação, parcerias e acesso a políticas públicas.
Para Natashia Santana, do Coletivo Nunghara, ser reconhecido como Ponto de Cultura representa a possibilidade de fortalecer e expandir ainda mais o trabalho desenvolvido.
“Ser reconhecido como Ponto de Cultura nos reafirma como um espaço vivo de criação, formação e valorização da cultura amazônica. Nosso trabalho nasce do território, dos saberes ancestrais e do fazer artesanal, desenvolvido por meio de projetos realizados na região do Tapajós, envolvendo biojoias, sabonetes e aromatizadores naturais, além de ações em teatro, audiovisual, cultura digital e produção cultural”, destacou.
Ao reunir orientações práticas e informações estratégicas, a cartilha se torna um instrumento de fortalecimento da Cultura Viva no município e região de integração do Baixo Amazonas, ampliando o acesso às políticas públicas e incentivando a organização das iniciativas culturais em rede. O lançamento durante o Tarrafa Cultural reforça o compromisso com a formação e articulação, contribuindo para que mais grupos sejam reconhecidos e valorizados em seus territórios.
Fonte: Agência Santarém

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