Câmara de Altamira aprova distrato com concessionária Águas do Pará e cria comissão de fiscalização

Em São João de Pirabas, a prefeita Kamily Araújo já anunciou a intenção de romper o contrato com a empresa, também motivada por queixas recorrentes da população sobre a precariedade do serviço.

A Câmara Municipal de Altamira, no sudoeste do Pará, aprovou, em sessão ordinária realizada na última terça-feira, a proposta de distrato com a empresa responsável pelos serviços de abastecimento de água no município, a Águas do Pará, do grupo Aegea. A decisão, articulada pelo presidente da Casa, Engenheiro Diogo, contou com ampla maioria dos votos: dos 15 vereadores, apenas um se absteve.

A medida foi tomada após sucessivas reclamações da população sobre falhas no fornecimento de água e na qualidade dos serviços prestados. Apesar da aprovação do distrato no Legislativo municipal, o presidente da Câmara reconheceu que a decisão final depende do Governo do Estado, uma vez que o contrato com a concessionária foi firmado em nível estadual.

Segundo Engenheiro Diogo, a falta de transparência por parte da empresa também pesou na decisão. “Não tivemos acesso a nenhum documento da empresa que assumiu a operação. Sabemos que o distrato é uma competência superior, mas não podemos ficar de braços cruzados enquanto a população sofre”, afirmou.

Diante da possibilidade de demora nos trâmites legais, que podem se estender por meses a Câmara decidiu agir paralelamente e instituiu uma comissão especial para acompanhar e fiscalizar os serviços de abastecimento de água em Altamira. O grupo deverá atuar junto às comunidades, ouvindo lideranças de bairros e buscando soluções emergenciais para minimizar os impactos à população.

“A justiça é morosa, e a população não pode esperar três ou quatro meses sem água. A comissão vai trabalhar desde já, em diálogo direto com os moradores, para cobrar melhorias e garantir respostas mais rápidas”, destacou o presidente.

O movimento em Altamira ocorre em meio a um cenário mais amplo de insatisfação com a atuação da concessionária em municípios paraenses.

Em São João de Pirabas, a prefeita Kamily Araújo já anunciou a intenção de romper o contrato com a empresa, também motivada por queixas recorrentes da população sobre a precariedade do serviço.

Enquanto isso, em Santarém, a concessionária iniciou recentemente suas operações, prometendo investimentos e ampliação do sistema de abastecimento para atender mais de 260 mil moradores da zona urbana. A empresa projeta melhorias na oferta de água e metas de universalização do serviço nos próximos anos.

Em Altamira e São João de Pirabas, no entanto, o clima é de cobrança e desconfiança.

Fonte: Estadonet

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