Presidente dos Estados Unidos diz que líder supremo do Irã foi morto em ofensiva militar neste sábado; governo iraniano ainda não confirma a informação.
Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu em decorrência de um ataque coordenado entre forças norte-americanas e israelenses. A informação foi divulgada por Trump em uma rede social, poucas horas após intensos bombardeios contra alvos estratégicos em Teerã e outras cidades iranianas.
“Ali Khamenei não conseguiu escapar das redes de rastreamento dos Estados Unidos. Não havia nada que ele pudesse fazer”, escreveu o presidente.
Fontes militares de Israel confirmaram que o ataque teve como alvo instalações militares e centros de comando do regime iraniano. De acordo com autoridades israelenses, há “fortes indícios” de que o líder religioso foi atingido e morto. No entanto, até o momento, Governo do Irã não confirmou oficialmente a morte.
Agências de notícias internacionais, como Associated Press e Reuters, informam que o Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou as declarações de Trump como “propaganda de guerra” e prometeu “resposta proporcional e devastadora”.
A ofensiva dos EUA e Israel ocorre em meio a um novo capítulo de tensão no Oriente Médio. O Irã respondeu lançando mísseis contra bases militares norte-americanas e alvos em território israelense. A escalada preocupa potências internacionais, que pedem cessar-fogo imediato e alertam para o risco de um conflito regional de grandes proporções.
O aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, liderava o país desde 1989, após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini. Considerado o homem mais poderoso do Irã, ele exerceu influência direta sobre todas as esferas políticas e religiosas do regime teocrático iraniano.
Caso a morte seja confirmada, o país poderá enfrentar um período de instabilidade e disputa interna pelo poder, uma vez que o processo de sucessão ainda não havia sido oficialmente definido.

0 Comentários