Preço do diesel: caminhoneiros ameaçam parar no Brasil inteiro

Caminhoneiros dizem que redução de impostos não teve efeito prático por causa de reajuste da Petrobras, feito um dia depoisCaminhoneiros de diferentes regiões do país estão articulando uma paralisação nacional devido ao aumento do custo do diesel e à insatisfação com medidas do governo para conter a alta do combustível. Segundo Wallace Landim, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), a mobilização envolve motoristas autônomos e celetistas.

Não há data definida para a greve, mas lideranças trabalham na articulação com entidades regionais, cooperativas e transportadoras para alinhar uma data e ampliar a adesão ao movimento. O governo vê sinais de abuso de preços praticados nos postos e promete fiscalização.

O setor critica que a redução de impostos sobre o diesel, anunciada pelo governo federal, perdeu efeito devido a um aumento de preço da Petrobras um dia depois da medida. Segundo Landim:

“O que foi feito até agora não serviu para nada. Precisamos de alguma garantia.”

A paralisação nacional está sendo discutida entre entidades de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Distrito Federal e Goiás. O governo federal anunciou um pacote emergencial em 12 de março, zerando alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e oferecendo subvenção de R$ 0,32 por litro. Um dia depois, a Petrobras aumentou R$ 0,38 por litro no diesel A, motivada pelo preço internacional do petróleo.

Caminhoneiros pedem medidas que garantam previsibilidade de custos, como respeito ao preço mínimo da tabela de frete e isenção de pedágio sem carga. O cumprimento da Lei 13.703/2018, que estabelece pisos mínimos do frete, é outra demanda central.

A Abrava reúne cerca de 35 mil caminhoneiros, enquanto estimativas indicam que o Brasil possui aproximadamente 790 mil caminhoneiros autônomos e 750 mil celetistas. O tema está sendo acompanhado pelo governo federal, que já identificou sinais de possível paralisação antes do anúncio recente.

(Fonte: Mais Goiás 

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