Acusação que tramita no STF aponta esquema envolvendo extorsão de prefeituras e devolução de 25% do valor das emendas
A Primeira Turma do STF condenou nesta terça-feira (17) três deputados do PL por corrupção passiva, relacionados a desvios na destinação de emendas parlamentares, mas descartou a acusação de organização criminosa.
Os condenados são:
- Josimar Maranhãozinho (PL-MA)
- Pastor Gil (PL-MA)
- Bosco Costa (PL-SE), suplente
O relator do caso, Cristiano Zanin, destacou provas robustas de que o grupo solicitava propina de 25% sobre emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA). Os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto de condenação.
O esquema teria operado entre 2019 e 2021, com participação de assessores e intermediários que atuavam como “cobradores” junto às prefeituras. A apuração policial aponta que os valores eram repassados aos deputados, com a intermediação de agiotas como Josival Cavalcanti da Silva (Pacovan).
A defesa dos parlamentares contestou as acusações, alegando falta de provas, quebra de cadeia de custódia e “manipulação inequívoca” de documentos. O Ministério Público pediu perda de mandato e indenização por danos morais coletivos, enquanto os valores desviados somam mais de R$ 1,6 milhão em propinas.
(Fonte: Mais Goiás

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