Exceção ocorre nos atendimentos relacionados a flagrantes e a situações de violência ou grave ameaça à pessoa
PF pode parar por 82 horas; delegados cobram criação de fundo contra o crime (Foto: PF)
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) aprovou no sábado (20), em Assembleia Geral Extraordinária, o movimento “82 horas sem a PF” pela criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas com direcionamento de recursos apreendidos à corporação. Na próxima terça-feira (24), a categoria vai se reunir para decidir a data de início da paralisação, que pode acontecer entre quarta-feira (25) e sábado (28).
Na ocasião, a PF completará 82 anos. Conforme a associação, 1.045 Delegados Associados participaram da votação. “Aprovada com 94,9% dos votos, a iniciativa prevê a suspensão das atividades por 82 horas (com exceção dos atendimentos relacionados a flagrantes e a situações de violência ou grave ameaça à pessoa).”
Como mencionado, a ADPF informou que a deliberação ocorre pela ausência de encaminhamento do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas. Trata-se de um “projeto estruturante para o fortalecimento e valorização da Polícia Federal e para a ampliação da capacidade do Estado no enfrentamento ao crime organizado”.
O intuito do projeto, informa a associação, é destinar recursos oriundos do próprio crime para o financiamento da segurança pública. A medida garantiria previsibilidade orçamentária e maior eficiência na atuação policial, sem a criação de novos impostos para a sociedade.
A criação do fundo defendido pela categoria ocorreria por Medida Provisória. Segundo a ADPF, o crime organizado movimenta cerca de R$ 348 bilhões por ano no Brasil. “Trata-se de uma medida que não impõe novos custos ao Estado, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade operacional das instituições responsáveis por proteger a sociedade brasileira”, informa a Associação em outra nota.

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