Pará registra 74,7% de interesse em sexo anal, aponta censo

O estudo mostra alinhamento com tendências nacionais, mas também destaca características próprias que ajudam a explicar a dinâmica social e cultural amazônica.
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O comportamento íntimo dos brasileiros ganhou novos contornos com o Censo dos Fetiches 2025, levantamento que analisou preferências declaradas em todo o país e revelou um dado curioso: o Norte, especialmente o Pará e Belém, aparece como uma das regiões mais abertas à experimentação. O estudo mostra alinhamento com tendências nacionais, mas também destaca características próprias que ajudam a explicar a dinâmica social e cultural amazônica.


Os dados foram divulgados pela Amazônia Press com base na pesquisa do Sexlog, maior rede social de sexo e swing da América Latina, que reúne mais de 23 milhões de usuários. O levantamento considera escolhas feitas durante o onboarding da plataforma, etapa em que cada pessoa seleciona interesses e fantasias. Em 2025, mais de 1,7 milhão de brasileiros participaram do cadastro analisado.

Entre os resultados, uma preferência se mantém dominante: o sexo anal aparece em 73,6% dos cadastros nacionais e ultrapassa essa média em vários estados do Norte. No Pará, por exemplo, o índice chega a 74,7%, reforçando a tendência regional. Segundo a CMO do Sexlog, Mayumi Sato, “o Norte mostra um perfil curioso e aberto. Existe intensidade, mas também experimentação organizada”.

Abertura à Fluidez Masculina e Fantasias Coletivas

O diferencial nortista surge logo depois no ranking de interesses. A pesquisa aponta maior abertura à fluidez masculina, com destaque para o menage masculino com BI, que alcança 24% na região, acima da média nacional. Fantasias coletivas também aparecem com força: orgia supera 53% em estados como Amazonas e Pará, enquanto categorias imagéticas ganham espaço crescente entre os usuários.

No recorte urbano, Belém desponta como um dos motores desse comportamento regional. A capital paraense segue padrão semelhante ao de Manaus, com sexo anal liderando as preferências e fantasias coletivas ultrapassando metade dos cadastros. O estudo sugere que grandes cidades funcionam como ambientes de maior liberdade social, ampliando trocas culturais e novas formas de expressão do desejo.
Conclusões do Censo dos Fetiches 2025

A análise final do levantamento aponta que o Norte não representa exagero, mas organização do imaginário coletivo. “O fetiche amadureceu no Brasil inteiro. No Norte, isso aparece como curiosidade estruturada, não é impulso, é escolha”, afirma Mayumi Sato. Entre humor, curiosidade e estatística, o censo indica que o brasileiro, especialmente o paraense, parece cada vez mais confortável em transformar fantasia em conversa aberta. 
(Com Diário do Pará)

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