A decisão foi comunicada durante reunião ministerial no Palácio do Planalto e marca o início de uma das maiores movimentações políticas do atual mandato.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (31) que ao menos 14 ministros deixarão o governo federal imediatamente para disputar as eleições de 2026, desencadeando uma ampla reconfiguração na Esplanada dos Ministérios. A decisão foi comunicada durante reunião ministerial no Palácio do Planalto e marca o início de uma das maiores movimentações políticas do atual mandato.
Segundo Lula, o número de ministros que deixarão os cargos pode ser ainda maior nos próximos dias, já que o prazo legal de desincompatibilização — exigido para quem ocupa cargos públicos e pretende concorrer — se encerra nesta semana. O próprio presidente indicou que novas saídas podem ocorrer até quinta-feira, ampliando o impacto político da medida.
Veja quem sai do governo
Entre os que já saíram ou têm saída confirmada, Fernando Haddad deixou a Fazenda para disputar o governo de São Paulo. Já Renan Filho deve sair para concorrer ao governo de Alagoas. Para o Senado, deixarão o governo nomes como Rui Costa (Bahia), Gleisi Hoffmann (Paraná), Simone Tebet (possível candidatura por São Paulo), Marina Silva (também cotada por SP), André Fufuca (Maranhão), Carlos Fávaro (Mato Grosso) e Waldez Góes (Amapá).
Na disputa por vagas na Câmara, devem sair Silvio Costa Filho, Paulo Teixeira, Anielle Franco, Sônia Guajajara e Jader Filho. Já Macaé Evaristo deve disputar vaga na Assembleia de Minas Gerais.
Alguns ministros não disputarão cargos, mas deixarão funções para atuar politicamente, como Geraldo Alckmin, que deve seguir como vice e atuar em campanhas, e Camilo Santana, que pode coordenar campanhas no Ceará.
Na lista de indefinições estão Márcio França, que pode sair para disputar o Senado ou assumir o lugar de Alckmin na Indústria; Wolney Queiroz, que pode concorrer a deputado; Alexandre Silveira, que avalia candidatura ao Senado ou permanência; e Luciana Santos, que também pode disputar eleição.
Outro que deixará o governo é Sidônio Palmeira, mas não para disputar cargo: ele deve assumir a estratégia de marketing da campanha presidencial.
Sobre substituições, o cenário ainda não está totalmente definido, mas a tendência do Planalto é preencher as vagas com secretários-executivos das próprias pastas, garantindo continuidade administrativa e evitando uma reforma ministerial ampla neste momento.
(Com Diário do Pará)

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