Idoso é condenado a mais de 129 anos por estupro de 9 crianças em comunidade indígena do Tapajós

Os casos ocorreram de forma repetida, e as vítimas tinham idades entre 4 e 13 anos. O crime só veio à tona após uma das crianças decidir falar sobre o que estava acontecendo.
Delegada do NAI, Milla Moura, fala sobre o caso — Foto: Kamila Andrade/g1

Um idoso foi condenado a mais de 129 anos de prisão por estupro de nove crianças em uma comunidade indígena da região do Tapajós, em Santarém, no oeste do Pará. As vítimas tinham idades entre 4 e 13 anos, e os crimes ocorriam de forma repetida. O caso só veio à tona quando uma das crianças decidiu relatar os abusos.

O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil no ano passado. As investigações tiveram início quando os pais de três crianças procuraram a delegacia para registro de ocorrência. A partir desses relatos, a polícia identificou a possibilidade de mais vítimas, o que levou a equipe a se deslocar até a comunidade indígena, local de residência do suspeito.

Segundo a delegada do Núcleo de Apoio a Investigações (NAI), Milla Moura, foram identificadas nove vítimas. Todas as crianças foram ouvidas com acompanhamento adequado de assistência social, confirmando os fatos investigados.

O idoso aproveitava-se da rotina das crianças, especialmente no trajeto entre a casa e a escola, oferecendo doces e pequenas quantias em dinheiro para se aproximar. A prática recorrente dificultava a percepção inicial, já que o suspeito era visto como uma pessoa tranquila dentro da comunidade.

“Uma das vítimas, a mais velha, resolveu contar porque não aguentava mais ver aquilo acontecendo, inclusive com as irmãs mais novas. A partir disso, as demais se sentiram seguras para relatar também”, afirmou a delegada.

Após a conclusão das investigações, a Justiça expediu mandado de prisão e, com a tramitação do processo, o idoso foi condenado a mais de 129 anos de reclusão.

A delegada destacou a importância da presença da equipe da polícia na comunidade para dar segurança às vítimas e incentivar relatos. A Polícia Civil reforça a necessidade de pais, responsáveis e lideranças comunitárias estarem atentos a sinais de alerta, como mudanças de comportamento ou recebimento de presentes e dinheiro sem explicação, e comunicarem às autoridades qualquer suspeita de abuso.

Fonte: (Com g1 Santarém e Região)

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