Serviço implantado em 2019 ampliou o acesso ao tratamento e reforça o alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais
MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – Nesta quinta-feira (12), Dia Mundial do Rim, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, destaca um marco importante na assistência nefrológica da região: a unidade ultrapassou, nesta semana, a marca de 70 mil sessões de hemodiálise realizadas desde a implantação do serviço, em dezembro de 2019.O serviço de hemodiálise foi o primeiro do tipo entregue pelo governador Helder Barbalho, como parte da estratégia estadual de descentralização da assistência nefrológica. Desde então, o Governo do Pará vem ampliando o acesso ao tratamento, proporcionando mais conforto, segurança e dignidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O serviço de hemodiálise do Hospital Regional de Marabá representa um avanço importante para a assistência em saúde no interior do estado. Garantir tratamento perto de casa significa mais dignidade, qualidade de vida e um cuidado mais humano para quem depende dessa terapia contínua”, destacou o titular da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Ualame Machado.
Cuidado que acolhe
Carlos André, 25 anos, morador de Bom Jesus, na região de Carajás, realiza tratamento há dois anos na unidade. Ele conta que começou a sentir falta de ar e mal-estar, e acabou sendo levado ao hospital, onde recebeu o diagnóstico de doença renal crônica. Desde então, passou a realizar regularmente as sessões de hemodiálise em Marabá.
“O atendimento aqui é bom, a equipe nos trata com atenção e cuidado, o que faz toda diferença para quem precisa passar pelo tratamento várias vezes por semana. Depois que descobri a doença, também passei a entender como é importante cuidar da saúde”, diz Carlos.
Ele acrescentou:
“Por isso digo para os jovens: cuidem dos rins, façam exames e prestem atenção aos sinais do corpo, porque a saúde é algo que a gente precisa valorizar todos os dias”.
Quem também realiza tratamento na unidade é Joana Paula, 40 anos, moradora de Marabá, na região de Carajás. Ela faz hemodiálise há mais de um ano e conta que procurou atendimento médico após começar a sentir mal-estar e episódios de vômito. Após realizar exames, recebeu o diagnóstico que indicou a necessidade de tratamento.
“O atendimento aqui é humanizado. A equipe cuida da gente com muita atenção e respeito, o que faz toda diferença nesse momento. Sou muito grata por poder fazer o tratamento na minha própria cidade, perto da família, sem precisar viajar para outras cidades ou até para a capital em busca de atendimento”, afirma a usuária.
Prevenção e diagnóstico precoce
As mais de 70 mil sessões de hemodiálises realizadas pelo Hospital Regional de Marabá também reforçam o alerta trazido pelo Dia Mundial do Rim: a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais.
Para enfermeira Ana Carolini, coordenadora do Serviço de Hemodiálise da unidade, muitos pacientes chegam ao tratamento em estágios avançados da doença justamente por ela evoluir de forma silenciosa.
“A doença renal pode se desenvolver sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, pessoas com fatores de risco, como hipertensão e diabetes, devem manter acompanhamento médico e realizar exames periódicos. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da doença e preservar a função dos rins”, explica.
Ana Carolini também destacou que, nos estágios mais avançados, a doença renal pode causar sintomas como inchaço, náuseas, fadiga, alterações na frequência urinária e aumento da pressão arterial. Segundo ela, esses sinais são alertas do organismo e indicam a necessidade de procurar atendimento médico.
“Se não for tratada, a doença renal pode comprometer gradualmente a função dos rins, resultando no acúmulo de toxinas no organismo e, em muitos casos, demandando tratamentos mais complexos, como a hemodiálise”, informou a enfermeira Carolini.
A melhor forma de evitar complicações renais é a prevenção. A enfermeira reforça a importância de hábitos saudáveis, mantendo alimentação equilibrada, controle do peso, atividades físicas regulares, monitorar a pressão arterial e os níveis de glicose no sangue.
“Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer uma grande diferença a longo prazo, beber bastante água, evitar o excesso de sal e açúcar, não fumar e manter um acompanhamento médico regular são medidas fundamentais para garantir o bom funcionamento dos rins e uma melhor qualidade de vida”, concluiu a enfermeira Ana Carolini.
Referência
O hospital gerenciado pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), tem 20 máquinas de hemodiálises que funcionam de segunda-feira a sábado, em três turnos. O serviço atende pacientes com insuficiência renal crônica, garantindo tratamento contínuo e de qualidade.
Certificado com Nível 2 de Acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), o Hospital Regional do Sudeste do Pará oferece atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade conta com 135 leitos, sendo 97 de internação clínica e 38 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), atendendo pacientes de diversos municípios da região sudeste do Pará.
(Texto da Ascom / Hospital Regional do Sudeste do Pará)


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