Emergência: Militares do Exército ajudam a salvar bebê indígena prematuro em aldeia isolada no PA

Devido à gravidade da situação e às limitações de recursos disponíveis na aldeia em Oriximiná, foi necessário levar a criança de avião para o Hospital da Criança e do Adolescente, em Macapá (AP).Criança indígena recebendo atendimento de emergência de médico do Exército — Foto: Exército Brasileiro/Divulgação

Militares do Exército Brasileiro atenderam emergência e ajudaram a salvar bebê indígena prematuro em aldeia isolada no Pará.

A região de difícil acesso na Amazônia fica localizada dentro do Parque Indígena de Tumucumaque, nas proximidades dos rios Trombetas, Cuminá e Paru.

A criança foi levada de avião para o Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá (AP), para que ela pudesse receber atendimento especializado.

Um atendimento de emergência realizado por militares do 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF) Tiriós, do Exército Brasileiro, foi decisivo para a estabilização de um bebê indígena da etnia Tirió, na Aldeia Missão Nova, no município de Oriximiná, extremo norte do Pará, na fronteira do Brasil com o Suriname.

O atendimento de emergência foi realizado na semana passada, mas só foi divulgado pelo Exército nesta segunda-feira (16).
Os militares do pelotão estavam em visita à comunidade e foram acionados quando uma mulher chegou ao local carregando um bebê com sinais vitais debilitados, pele pálida e sem choro. Ao perceber a gravidade da situação, o 2º tenente Costa, comandante do pelotão, e a 2ª sargento Thainá, militar da área de saúde, deram apoio ao atendimento realizado no posto de saúde da aldeia.

Diante da gravidade do quadro clínico do bebê, o comandante do pelotão deslocou-se até a base para buscar reforço médico. Pouco depois, retornou acompanhado do 2º tenente Magalhães, médico, e do cabo Monteiro, responsável pelo transporte seguro de pacientes em macas, somando esforços com profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

O médico também fez contato com a major Monique Carvalho, pediatra da 8ª Região Militar, que acompanhou o atendimento à distância.

“Eu fiz uma avaliação e tudo o que poderia melhorar o quadro desse bebê até que a gente conseguisse fazer a evacuação aeromédica. Fornecemos antibiótico e ensinei a equipe sobre como deveria ser o manuseio do bebê para que ele compensasse. Graças a Deus, o bebê estabilizou”, contou a major Monique.

A maior preocupação dos militares era com a escassez de oxigênio no posto de saúde, havia risco de acabar no início da noite. O DSEI conseguiu oxigênio com uma aldeia vizinha e os militares também forneceram os balões de oxigênio disponíveis no Pelotão Especial de Fronteira para manter o bebê vivo até a transferência no dia seguinte.

Devido à gravidade da situação e às limitações de recursos disponíveis na aldeia, foi necessário levar a criança de avião para o Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá (AP), para que pudesse receber atendimento especializado. Logo após a chegada, a criança foi internada na UTI.

Para a Major Monique Carvalho, a atuação da equipe do 1º Pelotão Especial de Fronteira Tiriós foi fundamental para garantir o atendimento emergencial e a estabilização da criança até a chegada do suporte para o encaminhamento ao tratamento especializado.

“Nossos pelotões de fronteira, além de assegurar a segurança nacional, muitas vezes contam com médicos e enfermeiros que prestam atendimento de saúde à comunidade indígena e ribeirinha, porque não há hospitais nem grandes centros de saúde ali. Então, às vezes, a única assistência de saúde que existe é a do nosso pelotão de fronteira”, finalizou.

Fonte: G1 Santarém 

0 Comentários