Classificação de facções como terroristas preocupa Brasil e poderia justificar operações militares americanas
Embora não tenha comentado sobre a possibilidade de classificá-las como organizações terroristas, o órgão comandado por Marco Rubio indicou que está comprometido em adotar medidas contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades criminosas.
Soberania e diplomacia
A classificação de facções brasileiras como terroristas é acompanhada com preocupação pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que busca preservar a soberania nacional ao aprofundar a cooperação bilateral em segurança. O tema deverá ser tratado no próximo encontro entre Lula e Donald Trump em Washington.
Caso o enquadramento avance, ele poderia abrir caminho para sanções financeiras, bloqueio de ativos e restrições legais a integrantes e apoiadores dessas facções no sistema financeiro internacional.
No Brasil, PCC e CV são enquadrados como organizações criminosas voltadas ao lucro, e não como grupos terroristas, distinção central para o tratamento jurídico do tema. As facções têm atuação em diversos estados e presença em rotas internacionais de tráfico de drogas.
O governo americano já adotou estratégia similar com a facção venezuelana Tren de Aragua e cartéis mexicanos, classificados como organizações terroristas estrangeiras.

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