Operação Special Key foi deflagrada na manhã desta sexta (13)
Material apreendido pela Polícia Civil em Santarém — Foto: Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil de Santarém, no oeste do Pará, deflagrou na manhã desta sexta (13) uma operação para combater o tráfico de drogas na região, em especial a venda ilegal de cetamina, conhecida como “droga da baladinha”.
De acordo com a Polícia Civil (PC), foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão. Na ocasião, duas pessoas foram presas, sendo um por mandado de prisão e outro em flagrante.
A Operação iniciou nas primeiras horas desta sexta e contou com a participação de mais de 55 agentes da segurança pública. Drogas foram apreendidas nos locais-alvo da operação.
O delegado Erik Petterson falou à TV Tapajós sobre a operação, que também contou com o apoio de servidores da Adepará. O delegado destacou que esse tipo de droga geralmente é utilizada para fins veterinários, como cirurgias de cavalos, cães e gatos.
No uso recreativo, a droga está sendo utilizada principalmente em baladas e em festas realizadas em balsinhas. Os traficantes fazem o preparo da droga diluindo o líquido e misturando com outras drogas, como a cocaína.
Operação Special Key foi deflagrada pela Polícia Civil em Santarém — Foto: Waldiney Ferreira/TV Tapajós"O pessoal ta comprando essa droga para fins recreativos. Essa droga é líquida. Ela é levada ao forno microondas e em uma certa temperatura e tempo ela se transforma em pó e a partir daí ela é misturada com cocaína e outros materiais e são vendidas em torno de R$100, R$120", contou o delegado Erik Petterson.
O que é cetamina?
A substância cetamina (também grafada como quetamina ou ketamina) é um anestésico de uso humano e veterinário que se tornou uma droga ilícita na década de 1980.
O fármaco é considerado um anestésico dissociativo, causando efeitos alucinógenos, sensação de bem-estar e tem potencial sedativo quando usado como droga recreativa.
O primeiro caso da utilização da cetamina como droga recreativa foi registrado nos anos 1970, nos Estados Unidos. Na década de 1990, o uso se disseminou no Reino Unido, especialmente em clubes noturnos e festas conhecidas como raves.
No Brasil, o tráfico utiliza essa substância para produzir uma droga sintética traficada com os nomes de "special k", “Key”, “Keyla” ou “Keta”.
Fonte: G1 Santarém




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