‘Fomos tratadas de forma extremamente misógina’, diz servidora sobre delegado Carlos Machado, que deve ser afastado do cargo. Ele também é ex-promotor de Justiça na Paraíba e condenado.
Divulgação
O delegado investigado pela corregedoria da Polícia Civil do Pará após ter mensagens expostas em prints já era conhecido na delegacia de Abaetetuba, no nordeste do Pará, onde atua, por ofender outras pessoas, principalmente mulheres, segundo uma servidora que prefere não se identificar.
“Era do conhecimento geral dos servidores da delegacia que ele tinha comportamentos de ofender algumas pessoas, mulheres. Não tomavam providências por medo, pelo fato de que ele era um delegado. Estou com medo, mas foi necessário ter coragem para não deixar continuar”, diz.
Ao ser perguntado se haveria um café da manhã às vésperas do Dia Internacional da Mulher, o delegado Carlos Guilherme Santos Machado respondeu: “**café da manhã não garanto, mas se quiser uma pia cheia de louças, a gente providencia. É pra ‘**vcs’ se sentirem em casa nesse dia especial“, escreveu.
“Não fomos tratadas como iguais, fomos tratadas de uma forma, ao meu entender e das minhas colegas, extremamente misógina. Ele mandou que a gente lavasse prato e foi uma coisa que nos ofendeu muito”, declara a servidora.
A conversa acabou na Corregedoria da Polícia Civil, que instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do servidor. Procurada, a defesa do delegado não se manifestou sobre as mensagens.
“É bem importante deixar claro que aquilo era um grupo de trabalho, um grupo funcional. Nós saímos todos os dias de nossas casas, deixamos nossos filhos, nossos maridos e nossas famílias para proteger a sociedade, tal qual ou muito mais do que ele”, defende.
Apesar de atuar como delegado desde 2022 no Pará, o delegado tem antecedentes criminais na Paraíba. A Polícia Civil informou que o delegado será afastado do cargo, mas não informou a data, nem deu detalhes sobre o afastamento.
(Com G1)

0 Comentários