Desde 2019, governo do Estado investe na mobilidade pelos rios. Estão em andamento as obras dos terminais de Breves, Chaves, Mocajuba, Salvaterra e Senador José Porfírio
Com uma vasta rede hidrográfica, espalhada por um território com mais de 1,2 milhão de km², o Pará tem nos rios uma de suas principais vias de transporte. Em todas as regiões do Estado, os cursos d'água são ruas, por onde a população se desloca para a escola, trabalho, unidades de saúde ou para visitar parentes e amigos.
Diante dessa ampla malha fluvial, a construção e reconstrução de terminais hidroviários são obras fundamentais, que fazem diferença na mobilidade e qualidade de vida, oferecendo conforto e segurança no embarque e desembarque de embarcações. De 2019 a 2026, o governo do Pará já entregou 31 terminais.
Transformação – O zootecnista Matheus Martins relata que, durante a faculdade, enfrentava dificuldades no antigo ponto de embarque do Ver-o-Peso para se deslocar até Barcarena. “A estrutura era precária. Não tínhamos segurança e conforto. Muito diferente do que o Terminal da Tamandaré oferece hoje, todo climatizado e com ambiente agradável. Investimentos como esse fazem diferença na nossa vida”, garante.
Entregue em novembro de 2025, o Terminal Hidroviário da Tamandaré, legado da COP30, administrado pela Companhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH), marca uma nova fase no transporte hidroviário entre áreas urbanas e insulares de Belém (incluindo a Ilha de Cotijuba) e Barcarena, garantindo mais comodidade a passageiros, operadores e permissionários.
Além do transporte de pessoas e cargas, os novos terminais incentivam o turismo, o escoamento da produção e fortalecem a economia do Pará.
“Os rios fazem parte da vida do povo paraense. Investir em terminais hidroviários é garantir dignidade, segurança e conforto para quem viaja todos os dias. Desde 2019, já entregamos mais de 30 terminais, melhorando embarque e desembarque de passageiros, transporte de cargas e fortalecendo a economia regional. E o trabalho continua, com novas obras em andamento”, ressalta Hilton Aguiar, presidente da CPH.
O comandante de embarcação Benedito Pinheiro, que atravessa os rios há mais de 35 anos, elogia a melhoria. Atualmente faz a viagem Belém-Barcarena, saindo do Terminal da Tamandaré: “A estrutura ficou muito boa, com muito mais conforto para os passageiros e melhor para nós, comandantes, devido à maresia. No Ver-o-Peso, às vezes nem conseguíamos nos deslocar dependendo da vazão do rio”.
Histórico – Em 2019, o Terminal Hidroviário de Terra Santa foi o primeiro entregue pela gestão atual. Em 2020, Faro, Curuá e Prainha; em 2021, Almeirim, Santana do Tapará e Óbidos; em 2022, Monte Alegre, Alenquer, Santarém, Curralinho, Ponta de Pedras, Portel, Santa Cruz do Arari, Cachoeira do Arari, Limoeiro do Ajuru, Maracanã (Ilha de Algodoal) e São João da Ponta.
Em 2023, Muaná, Afuá, Bagre, Melgaço e Anajás, e Maracanã; em 2024, Soure, Acará e Aveiro; em 2025, Belém (Icoaraci e Tamandaré) e Oeiras do Pará.
Em construção – Atualmente, a CPH executa obras de cinco terminais: Mocajuba (Baixo Tocantins), Salvaterra (Marajó) e Senador José Porfírio (Xingu) com 30% de execução; no Marajó, Breves com 50% das obras e Chaves na etapa final.
Benefícios – Antônio Vieira, proprietário de linha de lanchas do Terminal de Oeiras do Pará, destaca: “A melhoria foi de 100%. Benefícios para empresários e usuários, que têm local digno para aguardar embarcações. O município só tem a ganhar com essa nova estrutura”.
Fonte: Agência Pará

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