Cláudio Castro anuncia renúncia no RJ antes de julgamento no TSE

Governador busca garantir eleição indireta e contornar cassação que pode afetar sua sucessãoDivulgação 

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), comunicou a aliados que irá renunciar ao cargo na segunda-feira, 23 de março, véspera da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar em sua cassação. O objetivo da renúncia é viabilizar a realização de uma eleição indireta para o cargo de governador, que irá até o final de 2026.

A decisão de Castro é uma tentativa de evitar a realização de uma eleição direta, que poderia enfraquecer sua influência sobre a sucessão governamental imediata. Atualmente, o julgamento no TSE já apresenta um placar de 2 a 0 a favor da cassação e inelegibilidade do governador. Castro, ao renunciar, busca estender a discussão sobre a segunda punição e garantir sua candidatura ao Senado.

Após intensas reuniões no Palácio Laranjeiras, Castro e seus aliados, como o presidente da União Brasil, Antônio Rueda, e o vice-presidente da Câmara, Altinêu Cortes (PL), discutiram a melhor estratégia para viabilizar a eleição indireta, que ocorre após a vacância do cargo de governador.

Em uma tentativa de ajustar as regras da eleição, o ministro Luiz Fux, do STF, deu uma liminar alterando as regras para a eleição indireta, impondo o prazo de seis meses para a desincompatibilização de cargos executivos e a adoção do voto secreto. A decisão afasta a possibilidade de alguns pré-candidatos, como o secretário estadual Nicola Miccione (Casa Civil), de participar da eleição indireta.

Essa estratégia política surge após a nomeação do vice-governador Thiago Pampolha para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), com a intenção de abrir espaço para que Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), pudesse disputar o cargo de governador. No entanto, o afastamento de Bacellar devido a acusações de vazamento de informações alterou os planos de Castro.

Embora a oposição, liderada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), comemore a desorganização no cenário político, ainda não existe um plano de voo definido para a sucessão do governador. Além disso, o futuro de Castro permanece incerto, com ele esperando o fim do mês para a desincompatibilização de cargos e a possibilidade de uma candidatura ao Senado.

Essa situação segue repercutindo no cenário político estadual, com a expectativa de que as movimentações do governador e da oposição se intensifiquem nos próximos dias.

Fonte: Mais Goiás 

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