“Aranha” enfrenta júri popular dois anos após morte de jovem grávida em Marabá

O caso é tratado como feminicídio qualificado, além de aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, já que a vítima estava em avançado estado de gestação.

Divulgação 

MARABÁ (PA) — A dois dias do julgamento, o réu Frentzen Pereira da Silva, conhecido pelo apelido de “Aranha”, sentará no banco dos réus nesta quinta-feira (5/3), às 8h30, durante sessão do Tribunal do Júri na 1ª Vara Criminal de Marabá, no sudeste do Pará. Ele é acusado de assassinar a companheira, Amanda Mikaelly Souza da Silva, de 20 anos, que estava grávida de sete meses.

O crime ocorreu entre os dias 10 e 11 de agosto de 2024, no Bairro Bom Planalto, Núcleo Cidade Nova. Amanda foi encontrada morta na noite de segunda-feira (12/8), em uma kitnet, após vizinhos acionarem a Polícia Militar ao perceberem um forte odor vindo do imóvel. O caso é tratado como feminicídio qualificado, além de aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, já que a vítima estava em avançado estado de gestação.

De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil do Pará, Frentzen era companheiro da vítima e pai da criança que ela esperava. Segundo denúncia do Ministério Público, ele teria cometido o crime com golpes de arma branca, no contexto de violência doméstica e familiar. Após o assassinato, o acusado fugiu para o município de Araguaína, no estado do Tocantins, onde foi localizado e preso dias depois em operação conjunta das Polícias Civis do Pará e do Tocantins.

A denúncia foi recebida pela Justiça em setembro de 2024. O réu passou por audiências de instrução ao longo de 2025 e foi pronunciado para julgamento pelo júri popular, conforme decisão judicial proferida em maio do ano passado. A prisão preventiva foi mantida sob o fundamento de garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal.

A família de Amanda é assistida pelo advogado criminalista Diego Souza, que atua como assistente de acusação no processo. A mãe da vítima, Maria da Luz, relatou anteriormente ao Portal Debate, que a filha sofria agressões constantes e afirma esperar que o julgamento represente justiça tanto para Amanda quanto para o neto que não chegou a nascer.

Dr. Diego Souza, advogado criminalista que representa a família da vítima no caso de feminicídio que será julgado pelo Tribunal do Júri em Marabá – Foto: Reprodução

O caso gerou ampla comoção em Marabá e repercutiu em todo o estado. A expectativa é de que o julgamento mobilize familiares, amigos e membros da sociedade civil nesta quinta-feira.

  (Portal Debate)

0 Comentários