Críticas surgem após desfile da Acadêmicos de Niterói que exaltou o presidente
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A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou fortemente o desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou o petista na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O Partido Novo anunciou que recorrerá à Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Lula. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi um dos principais críticos, afirmando que o presidente usou dinheiro público para fazer uma “campanha antecipada para ele mesmo”.
Flávio Bolsonaro afirmou: “Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo. Sim, o dinheiro do suor do povo trabalhador brasileiro, que deveria ser devolvido à sociedade em forma de serviços públicos de qualidade, está sendo torrado num desfile de carnaval na cara de todos os brasileiros.”
O senador ainda criticou o fato de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ter sido condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a uma reunião com embaixadores. “Jair Bolsonaro foi tornado inelegível, na mão grande, por uma reunião com embaixadores e por discursar num carro de som que não custou um centavo de dinheiro público. Isso não ficará impune!” disse Flávio.
O Partido Novo, por meio de seu presidente Eduardo Ribeiro, afirmou que entrará com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo a cassação do registro e inelegibilidade de Lula, alegando que o desfile foi uma peça de propaganda eleitoral antecipada.
Críticas de outros membros da oposição também surgiram. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) criticou a mistura entre cultura e política, destacando que isso perde a cultura e configuraria ilícito eleitoral. Sérgio Moro (União Brasil-PR) fez referência à Operação Lava Jato e ironizou o desfile, chamando-o de um “deprimente espetáculo de abuso do poder”.
Por fim, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a situação a um hipotético desfile patrocinado por Jair Bolsonaro e afirmou que, caso fosse o ex-presidente, o Supremo Tribunal Federal (STF) agiria para barrar um evento como aquele.
Essa crítica e divisão política surgem em um momento em que a justiça eleitoral será fundamental nas disputas eleitorais de 2026, com o governo de Lula sendo uma peça chave nas discussões sobre o futuro do país.
(As informações são do Portal Terra)

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