Os familiares, segundo relatos, não aceitavam a relação de Arlen com o rapaz. Paralelamente, questões relacionadas à partilha de bens também passaram a ser discutidas no âmbito familiar.
O médico e empresário Arlen Braga em vida | Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Pará investiga as circunstâncias que levaram à morte do médico Arlen Martins Braga, após afogamento no Rio Tocantins, em Marabá, no dia 17 de fevereiro, terça-feira de Carnaval. O caso ganhou um novo rumo após a revelação de que a família da vítima teria registrado um boletim de ocorrência relatando que Arlen teria entrado no rio atrás do companheiro, que, segundo relato obtido pela imprensa, teria afirmado que atravessaria o rio a nado após uma discussão entre os dois. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (25) pelo Portal Curupira Marabá.
Conforme essa nova versão, Arlen teria entrado no Rio Tocantins após o companheiro, Jony, pular na água dizendo que atravessaria o rio a nado, depois de uma discussão entre os dois no flutuante. Segundo o relato obtido pelo portal, o médico teria se lançado ao rio na tentativa de alcançá-lo. Essa versão poderá – ou não – ser incluída no inquérito, que apura as circunstâncias do afogamento diante das diferentes narrativas apresentadas desde o desaparecimento.
As informações iniciais apontavam que a lancha utilizada pelo grupo teria naufragado durante a chuva e a ventania. Posteriormente, foi esclarecido que a embarcação apenas se desprendeu do flutuante conhecido como Gelo do Marujo. Outra versão indicava que Arlen teria entrado no rio para auxiliar um amigo que tentou alcançar a lancha após ela se soltar da estrutura.
O corpo do médico foi localizado na manhã do dia 19, em um trecho do Rio Tocantins abaixo do município de Itupiranga, entre a Praia da Rainha e a Vila Tauarizinho. As buscas mobilizaram familiares, amigos e equipes do Corpo de Bombeiros desde a noite do desaparecimento. A remoção foi realizada pelo Instituto Médico Legal (IML), com apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) no traslado até Marabá.
A Polícia Civil deve convocar para depoimento os presentes no flutuante no dia do fatídico ocorrido. Entre eles está o jovem José Henrique, que também entrou no rio e conseguiu sobreviver. O objetivo é esclarecer a dinâmica dos fatos e confrontar as versões apresentadas.
O sepultamento, realizado no Cemitério Parque das Flores, teria sido marcado por desentendimentos entre familiares e o companheiro do médico. Os familiares, segundo relatos, não aceitavam a relação de Arlen com o rapaz. Paralelamente, questões relacionadas à partilha de bens também passaram a ser discutidas no âmbito familiar. Enquanto isso, o inquérito segue em andamento. (Portal Debate, com informações do Portal Curupira Marabá)
Fonte: Debate Carajás

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