Movimentos sociais e autoridades locais se unem contra o Decreto nº 12.600/25, que ameaça o ecossistema do Tapajós e as comunidades ribeirinhas e indígenas.
Nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, a deputada Maria do Carmo (PT) participou de uma assembleia em defesa do Rio Tapajós, ao lado de representantes dos povos indígenas, ribeirinhos e diversos movimentos sociais. A mobilização, que já dura 29 dias de ocupação, busca sensibilizar as autoridades sobre os riscos ambientais e sociais do Decreto nº 12.600/25, que autoriza a dragagem e revolvimento do fundo do rio, uma medida que, segundo os manifestantes, pode comprometer a vida aquática e impactar gravemente o ecossistema da região.
O evento contou com a presença dos deputados federais Sâmia Bomfim, Fernanda Melchionna e Airton Faleiro, além das deputadas estaduais Mônica Seixas e Lívia Duarte, e da vereadora Vivi Reis. Juntos, eles se uniram para reforçar a importância do Rio Tapajós, não apenas como um bem natural, mas também como um patrimônio cultural e econômico vital para a população local.
A deputada Maria do Carmo, em seu discurso, destacou a relevância do rio para a região, especialmente para as comunidades ribeirinhas e indígenas que dependem dele para sua subsistência. "Tapajós é patrimônio nosso. É terra dos nossos ancestrais, celeiro do peixe que nos alimenta e lar das praias que tanto amamos — Alter do Chão, Ponta de Pedras e Pindobal", afirmou Maria do Carmo.
Ela criticou a falta de consulta prévia às populações afetadas pelo decreto, lembrando que o Decreto nº 12.600/25 exige a participação das comunidades locais antes de qualquer medida que possa afetar seus territórios. "Dragar e revolver o fundo do rio significa comprometer a vida existente ali e impactar todo o ecossistema", alertou a deputada.
A parlamentar também ressaltou a importância do Tapajós para o turismo, destacando o impacto negativo que a dragagem poderia ter nas atividades econômicas da região. "O rio é importante para o turismo, para a gastronomia, para a vida de cada um de vocês. O peixe que se come dentro dos nossos rios e do Tapajós, o que nós vivenciamos, vai deixar de existir se a dragagem acontecer", afirmou Maria do Carmo, enfatizando que a dragagem comprometeria a saúde dos peixes e prejudicaria diretamente a vida das pessoas.
A deputada também fez um apelo à conscientização sobre a relevância do movimento: "Se eles não entendem a dificuldade da vida das nossas aldeias, que compreendam que precisamos do rio para viver, para ganhar dinheiro, para nos divertir, para curtir o Tapajós. Para nós, ele é sinônimo de orgulho, de soberania, de resistência."
"Tapajós é patrimônio nosso. É terra dos nossos ancestrais, celeiro do peixe que nos alimenta e lar das praias que tanto amamos — Alter do Chão, Ponta de Pedras e Pindobal. Dragar e revolver o fundo do rio significa comprometer a vida existente ali e impactar todo o ecossistema."
Por fim, Maria do Carmo concluiu seu discurso com um forte apoio ao movimento: "Salve o movimento de vocês! Eu estou aqui contra o decreto! Revolva-se o decreto e viva a luta!"
A mobilização continua, com o objetivo de sensibilizar a sociedade e as autoridades sobre os danos potenciais do decreto e assegurar a preservação do Rio Tapajós e de todas as suas comunidades.
Portal do Carpê

0 Comentários