Teia Pará 2026: Baixo Amazonas conquista protagonismo e amplia representação na Política Nacional de Cultura Viva

Delegação reforçou importância da participação democrática na definição dos rumos da política cultural no EstadoDivulgação 

A participação do Baixo Amazonas na Teia Pará 2026 consolidou um momento histórico para a rede de Cultura Viva do Estado do Pará. Realizado entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2026, em Belém, o encontro estadual reuniu Pontos e Pontões de Cultura de diversas regiões para fortalecer articulações, debater políticas públicas e definir representantes para a Teia Nacional de Cultura Viva, que será realizada no Espírito Santo.

Com uma delegação formada por 17 Pontos e Pontões de Cultura, o Baixo Amazonas marcou presença em oficinas, debates, mostras artísticas e momentos de troca entre mestres, artistas, agentes culturais e coletivos de diferentes linguagens, levando ao evento uma pauta central: o protagonismo das Regiões de Integração na construção da política cultural do Pará.

A Teia Pará é o evento preparatório estadual para a Teia Nacional e, nesta edição, também sediou o IV Fórum dos Pontos e Pontões de Cultura do Pará, espaço onde foi eleita a Comissão Estadual dos Pontos e Pontões de Cultura, reforçando a importância da participação democrática na definição dos rumos da política cultural no Estado.

A Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) tem como objetivo fortalecer e articular a rede de manifestações culturais comunitárias do Brasil, apoiando coletivos e grupos reconhecidos como Pontos e Pontões de Cultura. A política promove diversidade, cidadania e desenvolvimento social, valorizando iniciativas culturais populares, tradicionais, indígenas, afro-brasileiras, urbanas e digitais, ampliando o alcance do fomento cultural para além dos grandes centros.

Dentro dos R$ 3,5 bilhões anuais investidos pelo Ministério da Cultura na Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), 25% é destinado à Política Nacional de Cultura Viva, com execução tanto em Estados e Distrito Federal quanto nos municípios.

O grande destaque da participação do Baixo Amazonas foi a conquista de representatividade efetiva nas instâncias que definem rumos e estratégias da Cultura Viva. Ao final do encontro, a região alcançou suas metas políticas e organizativas, passando a compor as seguintes comissões:

  • Delegação Paraense dos Pontos e Pontões de Cultura, com 4 (quatro) integrantes: Raphael Ribeiro, Marlena Soares, Joyce Viana e Fábio Barbosa.
  • Comissão Estadual de Pontos e Pontões de Cultura do Pará, com 3 (três) integrantes: Raphael Ribeiro, Marlena Soares e Márcio Gomes.

A conquista é considerada um marco por ser a primeira vez que municípios do oeste paraense, como Santarém, Aveiro, Monte Alegre e Alenquer, participam e ocupam posições de decisão com tamanha relevância dentro do movimento de Cultura Viva no estado.

Para Fábio Barbosa, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Santarém (CMPC), a presença do interior nesses espaços é um gesto de reconhecimento a territórios que sempre produziram cultura, mas historicamente enfrentaram barreiras de acesso e visibilidade.

“Garantir a representatividade das regiões de integração na Comissão Paraense de Pontos e Pontões de Cultura do Pará e na delegação que segue para a Teia Nacional vai muito além da equidade. É, sim, um gesto de reparação histórica com territórios que sempre produziram cultura, mas enfrentaram barreiras de acesso, logística e informação. Fortalecer essa representação é estratégico.”

O integrante do Comitê de Cultura do Pará, Raphael Ribeiro, destacou que o resultado foi fruto de alinhamento político, estratégia coletiva e trabalho em equipe, além de contribuir para ampliar o debate sobre equidade entre todas as regiões do estado.

“Com trabalho em equipe e um alinhamento levado na bagagem foi possível garantir não apenas a representatividade da nossa região do Baixo Amazonas nesses espaços de decisões importantes para a política cultural do Estado, mas também auxiliar na luta por equidade entre as demais Regiões de Integração do Pará.”

A secretária municipal de Cultura de Santarém, Priscila Castro, avaliou que o resultado foi consequência de articulação e exercício político, reforçando que a presença do interior foi conquistada por debate e mobilização.

“A missão era grandiosa e foi cumprida com êxito. Garantimos representatividade do Baixo Amazonas na Teia Nacional e na Comissão Paraense de Pontos e Pontões de Cultura, com articulação e exercício político. Finalmente uma comissão e uma delegação que representa as regiões de integração e não exclui o interior. Mas isso não nos foi dado de bandeja, foi a peso de muito debate e luta por um processo justo, democrático e transparente.”

Após a Teia Pará 2026, a delegação retorna ao Baixo Amazonas com a proposta de intensificar a mobilização dos Pontos e Pontões da região. A perspectiva é realizar encontros regionais para ampliar organização, alinhamento estratégico e fortalecer a atuação coletiva nas futuras etapas da Política Nacional de Cultura Viva.

Com a maior concentração de Pontos e Pontões na região, Santarém é apontada como cidade-polo para sediar novas articulações e fortalecer a cultura comunitária como eixo estruturante de participação social e política pública.

Fonte: Agência 

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