Uso de objetos na boca e contenção forçada dos movimentos devem ser evitados; saiba quando acionar o Samu pelo 192
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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) reforçou o alerta sobre os riscos do socorro inadequado durante crises convulsivas e destacou que conhecimento e calma são fundamentais para evitar complicações graves. A orientação é que a população saiba como agir corretamente ao se deparar com pessoas que apresentam convulsões, geralmente caracterizadas por perda de consciência e movimentos involuntários.
A convulsão é uma alteração súbita no funcionamento do cérebro e pode ocorrer em qualquer fase da vida, estando associada a fatores como epilepsia, febre alta, desidratação, queda de glicose, uso contínuo de álcool ou drogas e estresse extremo. Entre os sintomas mais comuns estão espasmos incontroláveis, olhos virados para cima, inconsciência, salivação intensa e coloração azulada dos lábios.
De acordo com o diretor técnico do Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS), o médico pediatra Marcel Ramalho, a primeira atitude deve ser manter a calma e garantir a segurança da pessoa, afastando objetos que possam causar ferimentos, como móveis, vidros e quinas. Ele orienta ainda que a cabeça da vítima seja colocada de lado, facilitando a respiração e evitando asfixia.
“É importante marcar o tempo da crise. Se durar mais de cinco minutos, o atendimento médico deve ser acionado imediatamente pelo Samu, no número 192”, explicou o médico.
A Sespa ressalta que jamais se deve colocar objetos, água, medicamentos ou os dedos na boca da pessoa, nem tentar conter os movimentos à força. Para proteger a cabeça, pode-se usar travesseiros, panos ou roupas dobradas, sem imobilizar o crânio. Em casos de salivação excessiva, a posição lateral ajuda a evitar broncoaspiração.
Quando o Samu é acionado, o atendimento se concentra também no tratamento de possíveis ferimentos e contusões provocados durante a crise. A orientação correta, segundo a Sespa, pode fazer a diferença entre um socorro seguro e o agravamento do quadro clínico.
(Com Agência Pará)

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