PP admite adotar neutralidade na eleição presidencial

Dirigentes descartam possível candidatura de Tarcísio de FreitasFoto: Divulgação 

O Progressistas (PP) tem admitido, nos bastidores, a possibilidade de adotar neutralidade na eleição presidencial deste ano. Segundo fontes da legenda, a opção de não aderir a nenhuma candidatura ocorreria a depender do tom e da postura do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Dirigentes regionais do PP veem a cúpula nacional alinhada a Flávio, mas temem uma postura radicalizada ou extremista do senador. O partido apoiaria Flávio apenas se ele se comportar como alguém mais moderado, o que não atrapalharia acordos locais do partido.

Há ainda uma certeza dentro do Progressistas: a de que Tarcísio de Freitas (Republicanos) não disputará a presidência neste ano. Existe uma pressão nas bancadas da região Nordeste para que a sigla apoie a reeleição de Lula (PT), mas a tendência é de que em cada estado, os candidatos decidam o que fazer.

Em estados como Ceará e Pernambuco, o cenário é parecido, com diferentes apoios e acordos da sigla em várias regiões do Brasil. O partido está federado com o União Brasil e, dentro da "União Progressista", a ala governista tem ganhado força, especialmente após a escolha de Lula do ministro Gustavo Feliciano para a pasta do Turismo.

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