Denúncia envolve o desaparecimento de veículo apreendido e possíveis irregularidades em procedimentos de licitação
Foto: Divulgação
A Corregedoria da Polícia Civil do Pará (PCPA) abriu investigação para apurar uma grave denúncia envolvendo o desaparecimento de uma motocicleta apreendida e a atuação de um delegado na cidade de Monte Alegre, região do Baixo Amazonas. O caso surgiu a partir de uma queixa formal de um cidadão ao Ministério Público do Pará.
O desaparecimento e a venda ilegal de moto apreendida
De acordo com o relato de Walter Luis Baia de Lima, 67 anos, sua motocicleta foi apreendida há cerca de 6 meses, quando seu filho a pilotava. Ele afirma que, no dia seguinte, compareceu à delegacia com um advogado e apresentou os documentos de compra do veículo. Mesmo assim, foi informado por policiais que não poderia levar a moto de volta, sob a alegação de que ela seria roubada.
A situação tomou um rumo inesperado meses depois. O proprietário alega que pessoas da cidade lhe disseram que seu veículo não estava mais no pátio da delegacia e que havia sido vendido.
A transação e os envolvidos
Segundo a denúncia, a transação teria sido realizada por um policial civil conhecido como “Maurão”, que repassou o veículo para um indivíduo de apelido “Barba Azul”. Diante da denúncia, o MPPA encaminhou o caso à Corregedoria da Polícia Civil.
Objetivos da investigação e possíveis consequências
A investigação interna, determinada por portaria, tem dois objetivos principais. O primeiro é apurar a suposta venda ilegal do veículo apreendido, enquanto o segundo é examinar a conduta do delegado titular da unidade em Monte Alegre, Welington Kennedy Santos Ribeiro, para verificar se ele deixou de cumprir solicitações do próprio Ministério Público sobre este caso.
O delegado Edjalmo Nogueira Diógenes Júnior foi designado para conduzir as apurações, com um prazo de 30 dias úteis para concluir o trabalho e apresentar um relatório à Divisão de Disciplina da Corregedoria.
A responsabilidade dos agentes e a transparência na polícia
O caso coloca em evidência os procedimentos de custódia de bens apreendidos e a responsabilidade dos agentes policiais no interior do estado.
Fonte: Jeso Carneiro

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