Pará atinge recorde de apreensões e reduz roubos nos rios em quase 50%

Com investimentos em lanchas blindadas e novas bases, Grupamento Fluvial celebra o ano de maior produtividade desde sua criação, com destaque para o combate ao tráfico e crimes contra a mulher.Divulgação 

O combate à criminalidade nos rios do Pará viveu, em 2025, um verdadeiro avanço com atuação estratégica em operações integradas, abrangendo diferentes municípios e regiões do Estado. No ano passado, o Grupamento Fluvial (GFLU), vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), bateu recorde de apreensões nas bases fluviais, realizou prisões e recebeu nova sede e lanchas rápidas, duas das quais destinadas ao atendimento exclusivo de crimes cometidos contra a mulher, além de promover capacitação de novos condutores de embarcações.

Através do Grupamento, a Segup planeja, promove, executa e controla as ações e operações fluviais, promovendo a integração e a otimização dos meios fluviais de que dispõe o Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social. Em 2025, por exemplo, foram realizadas 74 operações; resultando na apreensão de 4,1 toneladas de drogas, 14 toneladas de pescado, 23 armas e 2.717 m³ de madeira, além de 78 prisões.

Foram cumpridos, ainda, 93 mandados e realizadas abordagens a 2.267 embarcações e 99.409 pessoas. Houve, também, a apreensão de 207 kg de mercúrio, três lanchas, 243 celulares e 16 veículos recuperados. Os bons resultados obtidos demonstram a atuação integrada e altamente eficaz contra todas as formas de ilegalidade que ameaçam os rios e comunidades ribeirinhas. É o que avalia o titular da Segup, Ualame Machado.

“Fomos implacáveis no combate ao crime organizado, com apreensões significativas que ajudam a desarticular redes criminosas que dependem dos nossos rios. Nossa presença ostensiva foi crucial para devolver a ordem e a tranquilidade. A fiscalização rigorosa resultou na retirada de circulação de materiais ilícitos, armas e substâncias perigosas, ao mesmo tempo em que combatemos duramente a exploração ilegal de recursos naturais, como a pesca e a madeira predatória”, destacou.

Redução de índices

Em 2025, o GFLU atuou de forma integrada com diversos órgãos no combate à violência no meio fluvial e, conforme levantamentos realizados pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), verificou-se uma redução nos índices de violência fluvial em todo o Estado do Pará e nos pontos onde existem bases fluviais.

O ano passado encerrou com 93 ocorrências de roubos fluviais, uma redução de 48% em relação a 2021, com 178 casos. No comparativo com 2024, a redução é de 14%, demonstrando uma tendência de redução, ano após ano. Desde 2021 foram iniciados os recebimentos de novos equipamentos destinados ao policiamento fluvial, totalizando, até o momento, 19 lanchas leves, 25 motores de centro e rabeta, seis lanchas blindadas e 23 motores de popa de 60HP, além das Bases Integradas Fluviais.

Na base Candiru, o levantamento levou em consideração o comparativo de 2024 e 2025 e os oito municípios que abrangem a sua área de atuação: Alenquer, Curuá, Faro, Juruti, Óbidos, Oriximiná, Santarém e Terra Santa. Em 2024, foram três ocorrências e, em 2025, foram apenas dois registros.

Na Base Antônio Lemos, em Breves, os dados apontam uma redução expressiva nos registros de roubos fluviais e atos de pirataria entre os anos de 2021 (44 ocorrências) e 2025 (4 ocorrências), representando uma queda de 90,9%. Esse resultado evidencia uma melhora significativa na segurança das vias fluviais, refletindo diretamente as ações de patrulhamento e a presença ostensiva.

Neste primeiro semestre de 2026, o Pará deve instalar a terceira base, a Baixo Tocantins, instalada no município de Abaetetuba.

Estrutura - A estrutura do Grupamento Fluvial, criado em dezembro de 2011, foi totalmente reestruturada em 2025 pela primeira vez desde sua criação, e conta com salas de Diretoria, Gerência, alojamentos, armaria, auditório e sala de reuniões totalmente equipadas para garantir a estruturação de atuação e logística. O espaço também é integrado pela Companhia Independente de Polícia Fluvial (CIPFLu) e Companhia de Policiamento Ambiental (CPA) da Polícia Militar, além da Delegacia Fluvial de Polícia Civil (DPFLu), contemplando a integração das forças que atuam, diuturnamente, nas ações preventivas e repressivas na malha fluvial do Pará.

Fonte: Agência Pará

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