Hospital Regional de Santarém inicia 2026 com transplante renal de morador de Monte Alegre

Unidade realizou procedimento com órgão de doador falecido e mantém histórico de excelência em transplantes e terapia renal.
Hospital Regional do Baixo Amazonas — Foto: Gustavo Campos/ Divulgação

O Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, oeste do Pará, iniciou o ano de 2026 com a realização de mais um transplante renal. O procedimento foi feito na última segunda-feira (12) e beneficiou um paciente de 58 anos, morador do município de Monte Alegre. O rim transplantado foi captado de um doador falecido de 53 anos, natural de Natal, no Rio Grande do Norte.

A cirurgia foi realizada pela equipe médica do próprio hospital, que é referência em transplantes renais em toda a região oeste do estado. O responsável pelo setor de transplantes e diretor clínico do HRBA, Emanuel Espósito, destacou o compromisso da instituição com os pacientes que aguardam na fila. Ele explicou que a equipe trabalha de forma contínua para ampliar o número de procedimentos e devolver qualidade de vida aos transplantados.

De acordo com o nefrologista, o transplante renal é o tratamento mais eficaz para a doença renal crônica, por permitir que o paciente deixe a hemodiálise e retome atividades cotidianas, ressaltando ainda a parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública para fortalecer o serviço.

Em 2025, a unidade realizou 20 transplantes de rim. Desde novembro de 2016, quando iniciou esse tipo de procedimento, o HRBA já contabiliza 136 transplantes renais, sendo 54 com doadores vivos — geralmente familiares — e 82 com órgãos de doadores falecidos. A instituição é habilitada pelo Ministério da Saúde para ofertar o serviço até 2028.

Além dos transplantes, o hospital atua desde 2012 na captação de órgãos e tecidos e também é referência em terapia renal substitutiva, com tratamentos especializados em hemodiálise e diálise peritoneal. O diretor-geral do HRBA, Matheus Coutinho, ressaltou que, embora o Centro de Terapia Intensiva seja referência regional, o objetivo principal é permitir que os pacientes deixem as máquinas de hemodiálise e recuperem a qualidade de vida por meio do transplante renal, serviço que, segundo ele, é oferecido com equipe altamente capacitada.

O médico nefrologista Emanuel Espósito reforçou a importância da decisão familiar pela doação, explicando que sem doadores não há transplantes e que a escolha pode transformar a vida de pacientes que dependem da hemodiálise.

Fonte: G1 Santarém 

0 Comentários