Nessa segunda edição foram realizadas três oficinas de educação financeira, que ocorreram em janeiro e fevereiro deste ano.
Idealizado pela prefeitura de Santarém por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtras), e a Casa de Acolhimento para Adultos e Famílias (Caaf), o projeto Monakitane Yakeraja Jakitane (Em busca de um futuro melhor), que incentiva o trabalho artesanal dos venezuelanos indígenas da etnia Warao, está em sua 2ª edição.
O projeto que conta com a parceria do Ministério Público do Trabalho (MPT) foi um sucesso na primeira etapa, com a produção de redes, paneiros e bijuterias para exposição e comercialização.
Segundo a coordenadora da Caaf, Juliana Fialho, a estratégia do projeto nasceu nos primeiros atendimentos realizados em 2017. “Foi um meio encontrado após constatação sobre a necessidade de empoderar esse público para a superação da situação de vulnerabilidade social por meio da construção da autonomia individual e coletiva, objetivando uma melhor adaptação destes ao novo país”, esclareceu.
A pedagoga da Caaf, Albany de Brito Pinto Lopes observou que os indígenas da etnia Warao têm a cultura artesanal muito forte. “É importante, pois além de desenvolver a autonomia coletiva e individual dos mesmos, houve ainda o incentivo a preservação e valorização da identidade cultural deste povo por meio do fomento do seu artesanato”, afirmou.
Nessa segunda edição foram realizadas três oficinas de educação financeira, que ocorreram em janeiro e fevereiro deste ano.
Venezuelana Warao produzindo artesanato — Foto: Agência Santarém/Divulgação
De acordo com o Haroldo Gonzaga Pontes Baranda Filho, assistente social da Casa, as oficinas focaram nos seguintes temas: O que é educação financeira; A importância da educação financeira na sua vida e Capital de giro. Todas com abordagem lúdica e multidisciplinar. “Os indígenas foram muito participativos em todas as oficinas, o que contribuiu para criar neles um desenvolvimento da autonomia financeira”, avaliou.
O artesão Omar Moraleda, indígena da etnia Warao, agradeceu a iniciativa do projeto. “Esse momento trouxe para nós uma oportunidade de mostrar o nosso trabalho, e com ele ter uma renda e saber o que fazer com esse dinheiro. Foi bom o incentivo de produzirmos nosso artesanato e vendê-los, deixando de ir para as ruas fazer a coleta”.
Para a secretária municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtras) Celsa Brito, a parceria do MPT é fundamental na continuidade do projeto. “É muito importante esse apoio do MPT e nós agradecemos por poder continuar a realização do projeto, assim eles são incentivados a criar autonomia por meio de suas produções, para que no futuro possam prover o sustento de suas famílias”, disse.
O Ministério Público do Trabalho destinou recursos no valor de R$ 12 mil reais para a compra de materiais para confecção de artesanatos típicos do grupo, como redes, bijuterias e outros. Inicialmente nessa segunda edição, foram entregues linhas, agulhas, punhos de rede e miçangas para 34 artesãos.
Fonte G1 Santarém



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