Presidente Lula diz temer invasão de Trump na Amazônia e afirma que país não tem segurança necessária

Lula falou que “qualquer um” pode invadir o Brasil hoje, porque, disse, o país está desguarnecido e não deu atenção ao tema.O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (21/05) que o país precisa reforçar a segurança nas fronteiras e disse temer uma investida de Donald Trump contra a Amazônia.

Ele falou que “qualquer um” pode invadir o Brasil hoje, porque, disse, o país está desguarnecido e não deu atenção ao tema.

“Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem afirma que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?”, disse Lula durante evento do setor de cultura no Espírito Santo.

Lula citou ameaças feitas por americano contra outras nações e diz que Brasil está desguarnecido e o Planalto avalia que mudança na classificação das facções abriria brecha para uma intervenção americana.

Em outro momento do discurso, o presidente brasileiro afirmou que disse a Trump não querer guerra com o americano.

“A guerra que quero fazer com você é de narrativa. Eu quero provar que você está errado e que o Brasil está certo. Eu quero provar com números”, disse Lula, antes de citar as negociações sobre as tarifas aplicadas pela Casa Branca contra a economia brasileira.

A fala de Lula acontece em um momento em que o governo brasileiro tenta evitar a mudança na designação das facções Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas.

O Planalto avalia que a mudança abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro.

No último encontro entre Lula e Trump, no início deste mês, o presidente brasileiro afirmou que o tema não foi discutido na conversa entre os dois.

Lula disse que o Brasil precisa reforçar suas fronteiras e sua segurança, e citou o presidente norte-americano, Donald Trump, como um risco para a Amazônia.

“Esse país tem que resolver seus problemas de segurança… Não pode ficar desguarnecido como está. Qualquer um que quiser invadir vem e invade porque a gente não tem a segurança necessária, porque nunca pensamos nisso”, disse Lula em discurso no Espírito Santo.

“Agora que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem disse que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?”, acrescentou.

Lula também disse no discurso que levou a Trump, no encontro entre ambos este mês em Washington, o nome do empresário brasileiro radicado nos EUA Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, que é procurado pela Justiça.

“Eu entreguei para Trump o endereço da casa dele e o nome dele. Quer combater o crime organizado, me entregue esse aí”, disse.

Magro foi alvo de operações da Polícia Federal que apuram fraudes bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de combustíveis, inclusive com suspeitas de elo com organizações criminosas.

O empresário ainda é considerado o maior devedor de impostos do país, com dívidas milionárias com a União e os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

O nome de Magro foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, que indica criminosos procurados no mundo todo.

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