Sespa garante atenção e cuidados para famílias atípicas através do Natea e Cetea, presentes na capital e em municípios polo do interior do Estado.No mês de abril, que marca a conscientização sobre o transtorno do espectro autista, o Governo do Pará destaca seu compromisso em garantir os direitos da população neuroatípica do Estado, oferecendo tratamento gratuito em centros de excelência através do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A prioridade do nosso Governo sempre foi cuidar da população, e quando falamos das famílias atípicas, este cuidado envolve diagnóstico precoce, acolhimento, atendimento, terapias especializadas e inclusão. Desde 2020, temos uma estrutura moderna e robusta para atender as pessoas no espectro do autismo, com Núcleos de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea) localizados em Belém e outros 5 municípios-polo, além de cursos constantes de qualificação através da Escola Técnica do SUS, para que todos os profissionais de saúde tenham acesso ao conhecimento necessário para cuidar da população usando técnicas modernas e cientificamente comprovadas”, disse a vice-governadora Hana Ghassan.

“Nós prezamos por trabalhar para garantir o cuidado a toda a população paraense, priorizando a inclusão e direitos de todos, assegurando que a pessoa com autismo receba acolhimento, atendimento humanizado, serviços necessários e atendimento prioritário previsto em lei. Estamos iniciando o mês de abril com a entrega do 6º Natea, em Santarém, garantindo atendimento à região do Baixo Amazonas. Paralelamente, seguimos qualificando equipes e entregando carteiras de identificação, vitais para a gestão pública, permitindo saber quem são e onde estão esses cidadãos e ampliar os serviços de forma eficiente”, enfatizou o secretário de Saúde, Ualame Machado.

Estrutura completa

Em Belém, a estrutura de atendimento é composta pelo Natea e pelo Cetea, o Centro Especializado em Atendimento do Autismo. São dois espaços que integram a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, instituída pela lei 9.061 de 21 de maio de 2020.

“O Natea atua na reabilitação de pessoas com autismo por meio de atendimentos terapêuticos como Análise do Comportamento Aplicada, oficinas terapêuticas, fonoaudiologia, casa funcional, atividades da vida diária, grupo de habilidades sociais, integração sensorial, psicopedagogia, psicomotricidade e musicoterapia. Também oferecemos treinamento parental e o Proac – Programa de Atenção ao Cuidador, que dá atenção aos cuidadores”, explica Vanessa Teixeira, coordenadora assistencial do Natea de Belém.

O Cetea, além do atendimento baseado em práticas com evidências científicas, funciona como laboratório profissional. “O Cetea acolhe gestores, profissionais de saúde e a sociedade civil, incentivando ensino, qualificação e multiplicação de conhecimento”, explica Brenda Maradei, coordenadora da Cepa.

Gestão premiada

Cetea e Natea de Belém são administrados pelo Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), órgão do Governo do Estado que oferece tratamentos para reabilitação física, auditiva, visual e intelectual, incluindo o transtorno do espectro do autismo através do Natea.

O CIIR foi reconhecido com 24 premiações e certificações, incluindo o prêmio socioambiental Chico Mendes, selo de segurança do paciente e primeiro lugar no projeto Pequenos Guardiões.

“Estes prêmios representam o reconhecimento do trabalho de excelência desenvolvido. Nossa meta é manter a qualidade dos serviços e ser referência nacional e internacional”, disse Vanessa Teixeira.

Atendimento de qualidade

Para atendimento em Belém através do Natea, a pessoa deve procurar um posto ou unidade básica de saúde, que fará o referenciamento para a central estadual de regulação. Definido se é caso para consulta ou reabilitação, o sistema encaminhará o paciente para avaliação médica e definição da linha de tratamento.

Atualmente, o Natea Belém atende 400 usuários e o Cetea 300 – juntos, realizam cerca de 6 mil atendimentos por mês.

Um dos atendidos é Thales Teixeira Sobrinho, de 17 anos, que destaca os avanços conquistados: “A terapia ajudou bastante. Eu era muito antissocial e tinha dificuldade em conversar com as pessoas. Agora estou começando a interagir mais, o que faz bem na vida social e pessoal.”

“O que eu mais gosto é chegar nas terapias e conversar com pessoas que têm o mesmo transtorno, que considero amigos. Mesmo que tenhamos dificuldades, todos somos seres humanos e temos as mesmas habilidades de quem não tem o transtorno”, afirma Thales.

Para Brenda Maradei, ver a satisfação dos usuários e suas famílias é o mais importante. “Desde 2020, nossa prioridade tem sido desenvolver políticas de saúde pública e inclusão social para assegurar o pleno exercício da cidadania das pessoas no espectro do autismo em todo o Estado”, destaca.

Inclusão por todo Pará

Além de Belém, o Governo do Estado mantém núcleos regionais em municípios-polo com capacidade plena de atendimento.

Atualmente, o Natea está presente em Tucuruí, Capanema, Santo Antônio do Tauá, Marabá e Santarém, com previsão de implantação em Altamira e Breves ainda em 2026. “Queremos levar inclusão para todas as regiões do Estado, entendendo que os Nateas têm papel central na construção da autonomia da população neurodivergente do Pará”, conclui Brenda Maradei.

(Agência Pará)