Previsão é que comecem a funcionar em 2027
Imagem: Presidência da República
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (27) o envio ao Congresso Nacional dos projetos de lei que instituem a Universidade Federal Indígena e a Universidade Federal do Esporte — iniciativas defendidas como passos importantes para ampliar o acesso à educação superior pública e gratuita no país. As duas instituições terão sede em Brasília e, segundo o governo, representam um marco histórico de equidade, inclusão e desenvolvimento humano.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula fez um apelo direto ao Congresso, reforçando que o governo está disposto a “brigar” para aprovar os textos. O presidente assinou os PLs ao lado dos ministros Camilo Santana (Educação), André Fufuca (Esporte) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas). A previsão é que tanto a Universidade Federal Indígena quanto a Universidade do Esporte comecem a funcionar em 2027. Em 2026, grupos técnicos interministeriais trabalharão no desenho das instituições — desde estrutura curricular até modelo de funcionamento.
Lula destacou o simbolismo da criação da universidade indígena, afirmando que o Brasil tem uma dívida histórica com os povos originários. “Hoje estamos realizando mais um sonho, um pagamento de dívida ao povo indígena. Estamos recuperando a dignidade e a decência dos povos indígenas, que nunca deveriam ter sido tratados da forma como foram tratados”, declarou.
Sobre a Universidade do Esporte, Lula defendeu que o país precisa oferecer formação científica e técnica para atletas, e não depender apenas de talentos individuais. Ele reafirmou que a instituição contará com centros de excelência nas cinco regiões do Brasil.
O presidente afirmou ainda que indígenas e atletas devem dialogar com o Congresso para aprovar as propostas. “Podemos não aprovar, porque é direito do Congresso querer ou não. Mas a gente vai mandar e vai brigar. Se tiver que fazer emenda, que seja para melhorar — piorar, jamais”, disse.
De acordo com o Ministério da Educação, a Universidade Federal Indígena atenderá a uma demanda antiga de povos tradicionais e funcionará em rede, integrando saberes tradicionais e científicos, com formação voltada a profissionais indígenas.
Já a Universidade do Esporte retoma uma promessa feita por Lula em agosto, durante encontro com atletas da ginástica rítmica, quando o presidente afirmou querer criar uma instituição dedicada à formação e ao desenvolvimento das práticas esportivas no país.

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